Allan Filgueiras falou publicamente sobre a morte da filha, Nathalia Filgueiras, em uma coletiva de imprensa nesta sexta-feira, 6 de junho de 2026, e disse que ouviu repetidamente os áudios da queda do jatinho em que ela morreu. Ele é pai da copilota, que estava entre as nove vítimas do acidente na Flórida, nos Estados Unidos.
O caso aconteceu no último domingo, 1º, quando um Learjet 60 caiu no condado de Palm Beach durante um trajeto que saiu do Texas rumo às Bahamas. A aeronave enfrentou uma tempestade antes da queda, e as autoridades federais ainda investigam as causas. Até aqui, a parte mais dura da história nem é técnica. É humana. Allan estava ali, falando da filha com a voz quebrando, enquanto tenta juntar os pedaços de um áudio que ninguém jamais queria ter escutado.
Ele disse que Nathalia era talentosa e que gostaria de estar na cabine com ela para tentar ajudar nos momentos que antecederam a tragédia. Também chamou a jovem de sua “alma gêmea”. Olha o nível da dor: o pai não está só lidando com a ausência, está tentando entender a última sequência de segundos da filha como quem repassa uma cena em looping, na esperança de achar uma brecha que não existe.
É aí que a coisa pesa de verdade. Quando Allan fala que revisitou os áudios várias vezes, não soa como curiosidade. Soa como luto bruto, desses que ficam presos no detalhe, no ruído, na tentativa de achar sentido onde só sobra queda. “Ele queria estar na cabine, mas o que ficou foi a escuta.” Essa frase, infelizmente, diz bastante.
Vai dizer que tem alguma forma elegante de sair de uma história dessas? Não tem. Só fica a imagem de um pai tentando falar da filha sem desabar de vez, enquanto a investigação segue e a internet encara mais uma tragédia que veio sem aviso e deixou nove famílias no vazio.






