A turca Zeynep Sonmez tropeçou em uma placa de publicidade posicionada na borda da quadra durante sua partida na edição deste ano de Roland Garros, se machucou e precisou abandonar o jogo. O vídeo do momento circulou rápido, e o que chamou atenção não foi só a queda: foi onde a placa estava.
No calor do ponto, Sonmez foi buscar uma bola na lateral e bateu diretamente no anúncio. A estrutura estava no caminho de uma jogadora em movimento total. Ela caiu, sentiu a lesão e, alguns minutos depois, saiu de quadra sem conseguir continuar.
No desabafo que veio logo depois, ela foi direta: disse que as placas de publicidade estão mal posicionadas e que o torneio precisa repensar onde coloca esses anúncios. “Os patrocinadores são importantes, mas a segurança dos jogadores tem que vir primeiro”, disse ela, mais ou menos assim, sem deixar margem pra interpretação.
Ninguém comentou, mas Roland Garros é um dos torneios mais ricos do tênis mundial. A questão de onde posicionar uma placa de publicidade não é exatamente um problema de orçamento.
A crítica à organização foi imediata nas redes, com jogadores e torcedores levantando que esse tipo de acidente não é inédito. Bordas de quadra com estruturas fixas de patrocinadores são alvo de reclamação há anos no circuito, e o caso de Sonmez virou o exemplo concreto que faltava pra ressuscitar o debate.
O abandono da partida em si já seria notícia. O desabafo tenso depois transformou o episódio em crítica institucional. Ela perdeu o jogo e ainda teve que sentar na cadeira e explicar, na frente das câmeras, que uma placa de anúncio não deveria estar no caminho de uma atleta profissional em plena disputa.
Roland Garros vai continuar vendendo espaço publicitário. A pergunta que Sonmez deixou no ar é só sobre onde exatamente esse espaço termina.






