Diferença elementar entre manifestantes e seus protestos:

Ignorância ou mau-caratismo?
O Brasil é esse eterno episódio piloto que nunca vira série, mas todo mundo jura que agora vai. A linha do tempo passa por império, república, ditadura, redemocratização, mas na cabeça de certos gênios da análise política ela começa e termina no PT, como se antes de 2002 a gente vivesse num país nórdico, alfabetizado, igualitário e com Wi-Fi grátis nas praças. A educação era ótima, o futuro promissor, a merenda orgânica, e aí um belo dia o PT acordou com vontade de estragar tudo, ligou um botão vermelho escrito “emburrecer geral” e pronto, deu no que deu.
É um pensamento confortável, quase terapêutico. Se o Brasil não vai pra frente, a culpa é do PT. Se o ônibus atrasou, PT. Se choveu no fim de semana, PT. Se você não lembra a fórmula de Bhaskara, certamente foi o Lula que apagou da sua cabeça enquanto você dormia. Não é preguiça intelectual, é terceirização histórica. Um serviço completo: você não precisa ler, estudar, contextualizar nem assumir responsabilidade nenhuma. Basta repetir o mantra com convicção e cara fechada.

A charge acima é perfeita porque mostra isso. Um século de história resumido em rabiscos e, na frente, três cidadãos com cara de coxinha falando frases prontas, como se fossem NPCs de videogame político. Eles não estão debatendo o país, estão reclamando do buffering da realidade. Queriam um Brasil que desse certo sem esforço, sem conflito, sem contradição, mas como isso nunca existiu, alguém tem que pagar o pato. Ou a coxinha.
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E AQUI (ou AQUI) para descobrir de quem é a culpa de verdade.
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Conheça as charges do fera Vitor Teixeira.





