Marina Ruy Barbosa não deve nada pra ninguém nessa história. Mas o anel de noivado que ela ganhou do noivo Abdul Fares, avaliado em aproximadamente R$ 6 milhões, apareceu num processo judicial envolvendo a família dele. Sem pedir licença, a atriz virou personagem de uma briga milionária que não é dela.
O contexto: a Marabraz, rede varejista ligada à família Fares, entrou com pedido de recuperação judicial com uma dívida estimada em R$ 140 milhões. Nos documentos apresentados à Justiça, os atuais controladores da empresa apontam dificuldades de crédito relacionadas a uma disputa antiga pelo patrimônio imobiliário da família. É nessa narrativa que o anel aparece, citado como exemplo do padrão de gastos atribuído a alguns dos herdeiros.
Abdul é um desses herdeiros. Com a transferência, em 2011, de participações do fundador para seus descendentes, ele passou a controlar parte da LP Administradora de Bens, holding que concentra imóveis e outros ativos da família. O presente de noivado de R$ 6 milhões entrou na história como detalhe ilustrativo do estilo de vida financeiro desses herdeiros.
Ninguém jogou Marina no banco dos réus. Ela não é acusada de irregularidade nenhuma e não responde pela crise da varejista. Só que o nome dela está nos documentos, o anel dela está nos documentos, e agora a internet está lendo os documentos.
Ninguém comentou muito, mas um anel de noivado virar prova em processo judicial é um tipo de constrangimento que dinheiro nenhum resolve com elegância. A joia que era pra ser símbolo de amor eterno virou linha de um relatório de crise financeira. Sei lá, talvez valha guardar a nota fiscal.
Marina não se pronunciou sobre o processo em si. Mas já havia falado publicamente sobre o anel antes de tudo isso. O timing, obviamente, não colaborou.






