Cobertura do crime de Elize Matsunaga volta ao mercado por R$ 2,8 milhões

Cobertura do crime de Elize Matsunaga volta ao mercado por R$ 2,8 milhões

A cobertura triplex na Rua Carlos Weber, na Vila Leopoldina, em São Paulo, onde Marcos Matsunaga foi assassinado e esquartejado por Elize Matsunaga em 2012, voltou ao mercado imobiliário. O imóvel está anunciado no QuintoAndar por R$ 2,8 milhões, depois de anos parado em disputa judicial entre Elize e a família do empresário.

A família de Marcos ganhou a batalha na Justiça. Com a condenação de Elize, ela perdeu o direito sobre a unidade que estava registrada em seu nome. Encerrada a disputa, os pais do herdeiro da Yoki colocaram o imóvel à venda.

O anúncio entrega tudo que se espera de uma cobertura desse nível: cinco suítes, piscina privativa com churrasqueira, adega climatizada, sauna seca, lareira, escritório, duas varandas e vista panorâmica da cidade. O condomínio sai por R$ 6.087 por mês, e o IPTU anual chega a R$ 19,3 mil. Marcos havia comprado duas coberturas no edifício em 2008 e unificado tudo em um único imóvel.

Vou falar uma coisa: o anúncio não menciona o histórico em lugar nenhum. É literalmente “adega climatizada, vista panorâmica” e segue o baile.

Faz sentido do ponto de vista imobiliário. O imóvel é luxuoso por qualquer métrica. Mas o caso Matsunaga foi um dos crimes que mais dominou a cobertura policial e o imaginário popular nos anos 2010, com direito a série documental, livro e cobertura interminável. Qualquer brasileiro de mais de 30 anos sabe exatamente do que se trata quando ouve o sobrenome.

O mercado imobiliário paulistano já vendeu imóveis com histórias pesadas sem maiores cerimônias, e esse provavelmente não vai ser diferente. Mas é difícil não reparar que R$ 2,8 milhões compram cinco suítes, piscina, sauna e um passado que nenhum síndico coloca no folder do condomínio.

A adega climatizada não vem com explicação de como o imóvel passou a última década.