Brasil: o paraíso definitivo da vida noturna na América Latina


Durante muito tempo subestimada por sua imagem de grande capital econômica, a maior cidade do Brasil é, na verdade, lar de uma infinidade de tesouros escondidos. Essa metrópole moderna é um verdadeiro polo cultural, com destaque para arquitetura, design, arte contemporânea, moda e gastronomia. Trata-se de uma cidade vibrante, perfeita para um fim de semana prolongado cheio de estilo.

No Vegas, no Ballroom ou no Numero, assim como em outros cerca de 2.000 bares e casas noturnas espalhados por São Paulo, a música e as luzes da festa parecem nunca se apagar.

São Paulo possui o maior número de clubes e casas noturnas do mundo. É famosa por uma vida noturna vibrante, descrita por seus frequentadores como “inigualável”. Os paulistanos estão sempre prontos para dançar até o amanhecer, fazendo dessa megacidade rica, com 11 milhões de habitantes (19 milhões na região metropolitana), uma das cidades mais festeiras do planeta.

Nem mesmo os recentes movimentos de protesto que abalaram o país conseguiram diminuir o ritmo.

Em São Paulo, é possível ouvir pop, rock, soul ou hip-hop; dançar ao som de techno ou K-pop; ou ainda curtir rockabilly e arriscar os primeiros passos de samba e salsa.

A Nova York da América do Sul

A megacidade recebe cerca de 12,5 milhões de visitantes por ano. Entre eles, há poucos estrangeiros, que geralmente se sentem mais atraídos pelas paisagens de cartão-postal do Rio de Janeiro ou pelas praias do Nordeste, mas muitos empresários brasileiros e norte-americanos.

O Rio é sinônimo de praias, surfe e relaxamento. São Paulo é o centro da gastronomia, da moda, da arte contemporânea, do design, da publicidade, das startups, do mercado financeiro e dos chamados “golden boys”. É a Nova York do continente sul-americano e o maior polo econômico do Brasil.

Aqui, as pessoas trabalham duro durante o dia para construir suas carreiras. À noite, descontam o stress. A vida noturna de São Paulo é feita por paulistanos, para paulistanos.

Uma boate para 3.400 pessoas

Cada bairro da cidade tem sua própria identidade. Vila Madalena, Pinheiros, Jardins e Itaim estão entre os mais ricos e concentram casas famosas como Secreto ou Numero, onde uma garrafa de vodka pode custar US$ 280, valor equivalente ao salário mínimo mensal.

No bairro dos Jardins, o Ballroom, inaugurado há dois anos, comporta até 600 pessoas. Lá, homens pagam cerca de US$ 80 de entrada, enquanto mulheres entram gratuitamente.

São Paulo reúne tanto algumas das mulheres mais bonitas do país quanto uma das maiores concentrações de riqueza da América Latina. No distrito central da Lapa, a The Week, a maior boate da cidade, comporta até 3.400 pessoas e atende principalmente ao público gay.

Já o bairro boêmio da Barra Funda é marcado por antigos galpões industriais e por uma linha ferroviária. É ali que fica a The Alley, uma casa mais acessível (entrada entre US$ 8 e US$ 25), muito frequentada pela juventude criativa da cidade.

Rua Augusta: o coração da “movida” paulistana

A Rua Augusta é um dos principais pontos da vida noturna paulistana. Ali, mundos completamente diferentes se cruzam todos os dias da semana, do fim da tarde até o amanhecer: artistas, profissionais do sexo, travestis Sao Paulo, funcionários de escritório, hipsters, fãs de música eletrônica e amantes do samba.

A Rua Augusta é dividida ao meio pela imponente Avenida Paulista, equivalente local da Champs-Élysées. Um lado desce em direção ao centro da cidade, enquanto o outro segue rumo ao sofisticado bairro dos Jardins.

No fim das contas, tudo o que podemos dizer é que São Paulo é gigantesca. E quanto ao português… bem, não entendemos uma palavra sequer. O único ponto negativo (e ele é significativo) é a pobreza muito visível no centro histórico da cidade, o que causa certo impacto. Felizmente, existem bairros mais descolados, como a Vila Madalena, e até algumas áreas verdes.