Chrissy Metz, a Kate Pearson de This Is Us, confirmou em entrevista ao E! News que usa medicação da classe GLP-1, as famosas canetas emagrecedoras. Aos 45 anos, ela disse que foi “muito cética em começar um GLP-1 por muito tempo” antes de mudar de ideia depois de pesquisar sobre os medicamentos e conversar com uma amiga próxima.
O que a convenceu, além da pesquisa, foi o histórico de saúde da família: ela levou em conta os problemas enfrentados pelo pai ao decidir tentar o tratamento.
Segundo Chrissy, o resultado foi além da balança. Ela relatou melhora no que chama de “food noise”, que são os pensamentos constantes relacionados à comida, além de mais energia e redução de inflamação. Clássico pacote de benefícios que Hollywood inteira tem descrito com os mesmos três adjetivos.
Vou falar uma coisa: o que chama atenção nesse caso é menos a caneta e mais o padrão que se formou. Toda semana um nome novo sai do armário das injetáveis com a mesma estrutura de narrativa: ceticismo inicial, pesquisa criteriosa, conversa com alguém de confiança e transformação que vai além do peso. Chrissy seguiu o roteiro com precisão.
Fernanda Paes Leme, que chegou a expor problemas com o medicamento, já estava nessa lista. Ozempic, Wegovy e afins viraram o segredo mais bem contado de Hollywood, onde todo mundo sabe, mas espera a entrevista certa pra confirmar.
A diferença de Chrissy é que ela carregou por anos um personagem diretamente ligado à jornada com o peso. Kate Pearson foi escrita como uma mulher lutando com autoimagem e alimentação durante seis temporadas. Quando a atriz que deu vida a esse arco aparece falando em GLP-1 e “food noise”, a sobreposição entre ficção e realidade fica difícil de ignorar.
Não que isso invalide nada. Ela é uma pessoa tomando uma decisão sobre o próprio corpo, com base em saúde e histórico familiar. Só que o timing e o empacotamento ficam cada vez mais parecidos entre todos que resolvem contar.
A caneta emagrecedora virou o novo “eu estava em um lugar muito difícil” de Hollywood: todo mundo tem uma versão, e a confissão ficou mais fácil do que o silêncio.






