Lorena Comparato foi ao Hugo Gloss contar os bastidores de “Elize: Sombras de Uma Mulher”, o novo filme da Netflix sobre o caso Elize Matsunaga, e o relato foi mais pesado do que a gente esperava. A atriz disse que a cena do assassinato foi gravada com tamanha intensidade que ela chegou a sentir dificuldade para respirar durante as filmagens.
O papel de Elize exigiu uma preparação intensa. Lorena detalhou que foi preciso trabalhar o corpo, a postura e os estados emocionais do crime de um jeito muito concreto, nada de distância segura entre atriz e personagem. Resultado: na hora de gravar a cena principal, o sufoco foi literal.
Vou falar uma coisa: tem diferença entre atriz que “mergulha no papel” como figura de linguagem e atriz que sai da gravação precisando respirar. Lorena caiu na segunda categoria.
No meio da entrevista, ela ainda entregou um detalhe sobre Bianca Comparato, irmã dela e também atriz conhecida. Bianca viveu a personagem Jatobá numa produção anterior ligada ao caso e, antes das gravações, deu um conselho específico para Lorena sobre o peso de interpretar crimes reais baseados em pessoas que existiram de verdade. Lorena não ignorou o aviso, mas foi de cabeça mesmo assim.
O caso Elize Matsunaga voltou ao noticiário inúmeras vezes ao longo dos anos e agora ganha versão cinematográfica pela Netflix. Elize foi condenada pelo assassinato e esquartejamento do marido, Marcos Matsunaga, em 2012, num crime que misturou violência, dinheiro e uma disputa judicial que durou anos. Material não falta para o filme.
O que chama atenção no relato de Lorena é justamente o detalhe físico: não foi uma cena emocionalmente pesada no sentido genérico, foi uma cena que afetou a respiração dela de verdade. O corpo foi a conta que chegou depois de toda aquela preparação.
Interpretar Elize Matsunaga deixou Lorena Comparato literalmente sem ar. Bianca já tinha avisado.






