Evi Goffin, a vocalista belga que fez uma geração inteira se render à pista de dança com “Surrender”, tem 45 anos, carreira solo e, agora, CPF. A cantora contou ao g1 que se sente tão em casa no Brasil que já providenciou a documentação para ficar por aqui de verdade.
“Me sinto em casa aqui”, ela disse na entrevista, sem rodeios. Vinda da Bélgica e formada musicalmente no eurodance, Evi passou anos como rosto do Lasgo antes de seguir em carreira própria. O que pouca gente sabia: dentro do grupo, ela se descrevia como uma “marionete”, sem controle sobre as decisões artísticas. A saída veio junto com a independência.
O Brasil entrou na história como destino afetivo. Não é turismo, não é feat estratégico com funkeiro. É CPF, é conta em banco, é morar. Literalmente adotou o país antes de o país adotar ela.
Neste sábado, 29, ela se apresenta no espaço Floresta Convenções e Eventos, em Sorocaba (SP), na Avenida Três de Março, bairro Alto da Boa Vista. Os ingressos ainda estão à venda no site do evento. Quem cresceu ouvindo “Surrender” em balada sabe que a fila vai andar.
Na entrevista ao g1, Evi falou sobre como a indústria mudou desde os anos 1990, sobre a diferença de produzir música sozinha e sobre o que o público brasileiro representa pra ela agora. A nostalgia do eurodance, aquele ritmo acelerado que dominava as festas no fim dos anos 1990 e começo dos 2000, voltou com força, e ela chegou junto.
Cantora que saiu de um projeto onde não tinha voz sobre a própria arte e foi construir uma carreira onde manda em tudo. Agora com documento brasileiro no bolso, isso tem um peso diferente.
Vou falar uma coisa: tirar CPF é o maior sinal de que alguém não está aqui de passagem.






