Funcionárias de Viih Tube e Eliezer defendem reality “As Patroas” após polêmica


Quando o reality As Patroas começou a receber críticas, a última coisa que a internet esperava era ouvir das próprias funcionárias de Viih Tube e Eliezer que tudo bem, que foi por vontade própria, que toparam participar.

Mas foi exatamente isso que aconteceu. As funcionárias do casal vieram a público para defender o programa e garantir que a participação delas no reality foi uma escolha, sem pressão, sem obrigação. O tipo de declaração que corta o argumento principal da polêmica pela metade.

A crítica que rodou nas redes tinha um subtexto claro: o que significa colocar suas próprias empregadas num reality? Quem realmente decide participar quando a chefe é também a protagonista do programa? As perguntas eram legítimas, e a internet estava bem disposta a responder por elas.

Só que aí as funcionárias responderam primeiro.

Vou falar uma coisa: é difícil sustentar o lado “exploração” quando as pessoas supostamente exploradas aparecem dizendo que foram lá porque quiseram. Pode ter nuance, pode ter pressão velada que ninguém vê de fora, mas o fato concreto é que o depoimento delas foi no sentido oposto ao que os críticos esperavam.

Para Viih Tube e Eliezer, o timing foi perfeito. O casal vinha acumulando um desconforto de imagem desde que o formato do programa levantou questões sobre o tipo de exposição que as funcionárias teriam. Uma coisa é fazer reality com amigos, família, parceiros de trabalho do mesmo nível. Outra é trazer quem trabalha pra você para um ambiente que você mesmo controla.

A defesa espontânea, ou pelo menos aparentemente espontânea, funciona como escudo porque vem de quem teria mais a perder em silenciar. Ninguém esperava esse movimento. A internet preparou o tribunal e as testemunhas principais chegaram do lado errado.

As críticas não vão sumir completamente. Parte do público vai continuar achando que o formato tem problemas conceituais independente do que as funcionárias digam. Mas o enredo mudou. O que era um potencial escândalo de exploração virou, pelo menos por agora, um plot que ninguém escreveria assim.

As patroas conquistaram as patroas. Resta saber se conquistaram o algoritmo também.