Armie Hammer volta ao cinema depois de 5 anos e chora: “Eu criei esses problemas”

Armie Hammer volta ao cinema depois de 5 anos e chora: "Eu criei esses problemas"

Armie Hammer recebeu o primeiro convite para trabalhar como ator em cinco anos e chorou. Ele mesmo contou isso ao The Hollywood Reporter: a ligação chegou, ele desligou e ficou ali sentado, em lágrimas. Quem acompanhou o caso sabe que o intervalo não foi exatamente voluntário.

Em 2021, prints atribuídos a Hammer circularam nas redes com mensagens de teor sexual extremo, incluindo fantasias de canibalismo. Seguiram acusações de abuso e manipulação por parte de ex-parceiras. Hollywood fechou a porta com uma certa rapidez, contratos sumiram, e o ator que estava em ascensão virou assunto de documentário da Netflix.

Na entrevista, ele não tentou distribuir culpa. “Eu criei esses problemas”, disse. Admitiu traições, reconheceu que usou mulheres de formas que, nas palavras dele, foram prejudiciais, e abriu o jogo sobre preferências sexuais que, fora de contexto ou não, foram o combustível de boa parte do escândalo. O nível de detalhe que ele escolheu oferecer voluntariamente é, no mínimo, curioso.

Vai dizer que ninguém leu aquela parte duas vezes.

O retorno ainda não tem data, papel confirmado ou estúdio anunciado. O que existe, por ora, é um convite, um choro num quarto e uma entrevista onde ele faz o movimento clássico da redenção pública: fala antes que alguém fale por ele. A diferença aqui é que o material original era perturbador o suficiente pra que qualquer relato próprio soe como versão lite.

Cinco anos afastado deram tempo de sobra pra construir a narrativa do recomeço. A questão é se Hollywood vai comprar o pacote, e em qual velocidade. O choro parece genuíno. A carreira, ainda incerta.

Armie Hammer assumiu a conta. Só ainda não está claro qual é o saldo.