Lorena Comparato foi ao podcast “Like ou Flop”, de Victor Meyniel, e entregou um detalhe de preparação que a maioria dos atores guarda a sete chaves: injetou Botox nas sobrancelhas para alterar o formato delas e chegar mais perto da caracterização de Elize Matsunaga no novo filme da Netflix, “Elize: Sombras de uma Mulher”.
Não foi metáfora, não foi maquiagem pesada. Foi agulha mesmo.
A justificativa é técnica: as sobrancelhas de Elize têm um formato específico, e Lorena queria aquele traço no rosto, não desenhado por cima. O Botox muda o posicionamento muscular e, consequentemente, a arcada. Resultado: a sobrancelha vai pra onde você quer, pelo tempo que o produto durar.
Quando Meyniel perguntou sobre cirurgias plásticas no formato “like ou flop” do programa, Lorena foi direta: “Eu acho que tudo o que é extremo, eu acho muito delicado. Mudanças muito grandes, eu acho complicado e um pequeno flop. Só que cada um tem que fazer o que faz bem pra si. E isso eu dou um likezão.” Ou seja: favorável ao procedimento, cautelosa com o exagero.
Aí veio a revelação com aquele tom de quem sabe que vai gerar comentário: “Eu tô brincando com fogo”. Ela disse isso ao falar que já recorreu a procedimentos estéticos como recurso de caracterização em outros trabalhos também, não só nesse.
Vou falar uma coisa: usar o próprio rosto como material de trabalho, de forma literal, é um nível de comprometimento que a maioria das pessoas não está processando direito.
O filme chega em um momento em que o caso Matsunaga voltou ao radar com força, e a Netflix claramente apostou na caracterização máxima. Lorena entrou nessa lógica até onde o Botox alcança, que, nesse contexto, é bem longe.
A sobrancelha moldada por procedimento estético pra viver uma assassina real é o tipo de detalhe que fica na cabeça depois que o crédito final some da tela.






